A Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul (Ageprev) investiga se até dezembro de 2010 pagou aposentadorias e pensões a 43 servidores já mortos. Eles recebiam salários que variavam entre R$ 700,00 e R$ 6.800,00.
O número surgiu depois de apurado um censo previdenciário iniciado no meio de 2010.
Ao menos 100 beneficiários deixaram de comparecer para o recadastramento naquele ano, no entanto até o início de 2011, 57 regularizaram a situação. Contudo, 43 nunca foram atrás do recadastramento para garantir os salários e ainda não se sabe o que aconteceu com eles.
Uma das linhas de investigação da Ageprev é de que os beneficiários podem ter morrido e o órgão descoberto os episódios somente com o desfecho da pesquisa. Também não é possível saber agora por quanto tempo as remunerações ilegais foram mantidas. Cálculos do diretor presidente da Ageprev, Nelson Yotoku Tobaru, indicam que com a suspensão das aposentadorias e pensões o Estado deixou de pagar a partir do censo em torno de R$ 2,5 milhões.