A ação da Polícia Militar para retirar manifestantes que ocupavam o plenário da Câmara Municipal de Campinas (a 93 km de São Paulo) na noite de ontem terminou com a detenção de 138 pessoas, sendo 31 adolescentes.
Todos foram encaminhados para o 4º DP da cidade sob suspeita de dano ao patrimônio público. Ele chegaram à delegacia por volta da 1h, e os últimos a sair foram liberados por volta das 8h de hoje.
Cerca de 200 manifestantes invadiram a Câmara ontem, por volta das 20h. Eles reivindicam o passe livre no sistema público de transporte da cidade, a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os contratos com as empresas que prestam o serviço e a saída do secretário municipal da pasta, Sérgio Benassi.
Segundo o delegado Cristiano Fávaro, os boletins de ocorrência serão encaminhados à delegacia da área para instauração de inquérito policial e investigação dos responsáveis pelos danos causados na Câmara Municipal.
Logo após a desocupação, um perito e um fotógrafo do IC (Instituto de Criminalística) estiveram no local.
Houve pichação da mesa diretora, da tribuna e de paredes do plenário. A porta do estúdio de som e de transmissão de TV foi arrombada, e extintores de incêndio foram utilizados.
As mesas e as cadeiras dos parlamentares foram usadas como barricada para bloquear as portas de passagem entre o plenário e o restante do edifício quando a Força Tática da PM chegou ao local.
Procurada, a assessoria da Câmara informou que vai divulgar balanço dos equipamentos danificado ainda hoje.
O presidente da Casa, Campos Filho (DEM), que solicitou a desocupação à PM, chamou os manifestantes de "bandidos" e afirmou que novos atos serão reprimidos com o mesmo rigor.