Médicos de Mato Grosso do Sul e centenas de profissionais de todo o Brasil participam até amanhã (10) de mobilização em Brasília para pressionar a derrubada dos vetos presidenciais à Lei do Ato Médico e para tentar impedir a implantação do Programa Mais Médicos (MP 621/2013), do Governo federal. Ontem, representantes da categoria se reuniram com parlamentares em busca de apoio contra as medidas, realizaram ato público na Esplanada dos Ministérios e promovem discussões sobre os temas.
No Congresso Nacional, os médicos sul-mato-grossenses visitaram todos os deputados federais do Estado, com a entrega de oficio do Conselho Regional de Medicina (CRM-MS) e documentos do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed/MS) com as contrarrazões aos vetos à Lei do Ato Médico, segundo Valdir Shigueiro Siroma, vice-presidente do Sinmed/MS. “No documento informamos estas contrarrazões, item por item, e solicitamos aos parlamentares o apoio a nossa causa”, destacou Siroma.
Pela manhã, eles fizeram um corpo a corpo com os parlamentares, entregando um kit em que detalhavam o porquê de serem contrários ao programa Mais Médicos e aos vetos do Ato Médico. À tarde, foram a uma audiência na Câmara, que contou com a presença de alguns deputados. Depois, fizeram passeata pela Esplanada dos Ministérios.
O presidente do CRM-MS, Luís Henrique Mascarenhas Moreira, ressaltou que “os médicos querem ir para o interior se tiverem estrutura, condições de trabalho, não adianta estar em um local e não ter condições de fazer um bom atendimento”, com Siroma completando que “hoje existe a judicialização da medicina. Qualquer problema, o paciente ou sua família recorrem ao poder judiciário, eles não querem saber se faltavam equipamentos adequados. Até provarmos que somos inocentes, teremos nossa vida profissional manchada.”
Os médicos distribuíram em Brasília panfleto com críticas ao Mais Médicos. Eles defendem a aplicação do exame de revalidação do diploma, o Revalida. No panfleto, criticam as possíveis dificuldades de comunicação entre os médicos estrangeiros e os pacientes brasileiros. Há uma ilustração de um paciente amedrontado, escondido atrás de um lençol na cama, e um médico que pergunta "Donde duele?"
Os profissionais também são contrários aos vetos presidenciais à lei conhecida como Ato Médico, que regulamenta o exercício da medicina do país. O texto, antes dos vetos, restringia aos médicos a prescrição de medicamentos e diagnóstico de doenças. Profissionais da saúde de outras carreiras - como enfermeiros, psicólogos e odontologistas - fizeram campanha pelo veto e foram atendidos pela presidente Dilma Rousseff.
Além do presidente do CRM-MS e do vice-presidente do Sinmed/MS, participam da mobilização na Capital federal os acadêmicos de Medicina Wagner Engelmann e Guilherme Fatini e os médicos Juberty Antonio de Souza e Rosana Leite de Melo