Os 1.093 habitantes de Rochedinho, distrito distante cerca de 24 quilômetros de Campo Grande, criado seis décadas atrás, enfrentam uma situação incômoda todas as vezes que têm de realizar tarefas comuns e cotidianas, como receber uma correspondência ou mesmo vender imóveis. Acontece que o distrito vive uma “bagunça jurídica”, com nomes de ruas não registrados oficialmente, números de lotes que se diferenciam das escrituras e nem mesmo há pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Conforme matéria publicada hoje (11) no jornal Correio do Estado, um procedimento preparatório foi instaurado pela 31ª Promotoria de Justiça para averiguar a situação depois que um morador do distrito denunciou as irregularidades. A investigação já dura três meses e foi prorrogada por mais 90 dias. Até agora, apenas a Prefeitura de Campo Grande foi contatada pela promotoria para prestar esclarecimentos, mas a situação ainda envolve os municípios de Jaraguari e Bandeirantes, que podem ser requisitados futuramente.
Receber correspondências então é difícil porque os nomes das ruas não estão registrados e muitos moradores têm que ir ao centro da cidade para pegar contas de luz e água. Em alguns casos, a correspondência vai parar em Rochedo. A reportagem é de Lucia Morel.