Vereadores defenderam atuação mais forte do Ministério Público Estadual (MPE), para investigar os indícios de irregularidades na administração do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), a ficar pressionando a Câmara Municipal, conforme matéria publicada hoje (12), no jornal Correio do Estado. Todos, no entanto, consideraram válida a reunião com o corregedor-geral do MPE, procurador Mauri Valentim Riciotti. Mas a maioria não concorda com a posição dele de esperar a punição do prefeito pelo Legislativo para depois agir.
Eles não consideraram, também, a reunião com procurador como advertência por entenderem que a Câmara está fazendo a sua parte em fiscalizar o prefeito. “Não teve puxão de orelha. O MPE que deverá ser puxado a orelha diante de tantas denúncias de irregularidades como as que a CPI apontou. O Ministério Público tem de fazer a contrapartida. Essa é a sua função”, comentou o presidente da CPI do Calote, vereador Paulo Siufi (PMDB).
Apesar de achar válida a conversa com o procurador, o vereador Otávio Trad (PTdoB) considerou irrelevante a cobrança aos vereadores para fiscalização do Poder Executivo. De acordo com Otávio, a Câmara não está omissa quanto aos atos irregulares do prefeito. Quem está agindo negligentemente, na opinião do vereador, é o próprio MPE. “A Câmara vem fazendo sua parte, apurando as irregularidades através de CPI, em debates no plenário, com informações para a imprensa”, destacou. “E o MPE deveria estar fazendo o que nos cobrou conjuntamente com o Tribunal de Contas”, emendou. A reportagem é de Tavane Ferraresi.