A Corte Suprema da Argentina convocou uma audiência pública para o próximo dia 28 com representantes do grupo de comunicação Clarín e do governo para discutir alguns pontos da Lei de Mídia que serão julgados em breve constitucionais ou não.
Na ocasião, o maior conglomerado de mídia do país (dono de um jornal, emissora de rádio, um canal de TV etc.), poderá expor seus argumentos, assim como o Estado, diante dos juízes do tribunal.
A briga do Clarín com o governo Kirchner se arrasta há três anos. O grupo conseguiu no início do ano uma liminar da Câmara Civil e Comercial que suspende a aplicação de dois artigos da lei.
Segundo o governo, a empresa teria que se desfazer de concessões de rádio e TV, já que possui 41% do mercado de rádio, 38% da TV aberta e 59% da TV a cabo, enquanto o máximo permitido é de 35% pela nova legislação.