O secretário estadual de Justiça e de Segurança Pública, Wantuir Jacini, está cobrando explicações do delegado-geral de Polícia Civil, Jorge Razanauskas, sobre o vazamento de informações no inquérito que apura o assassinato a tiros do delegado aposentado e professor universitário, Paulo Magalhães, em junho deste ano. A reportagem está na edição deste sábado (17) do jornal Correio do Estado.
O vazamento de dados impossibilitou a prisão de três suspeitos de terem executado Magalhães, em operação realizada no início da semana. Já identificados pela polícia, os executores conseguiram fugir antes do cumprimento dos mandados de prisão. A moto usada no crime e que também seria apreendida por ordem judicial não foi encontrada.
Segundo reportagem de Michelle Rossi, ontem o secretário Jacini revelou ter feito uma convocação formal ao dirigente da Polícia Civil no Estado que deve apresentar esclarecimentos satisfatórios sobre o que efetivamente teria havido e apresentar dados sobre a investigação que corre em segredo de Justiça.
“Se confirmarmos o vazamento das informações vamos instalar imediatamente uma investigação para apurar responsabilidades”, disse ontem o secretário. O procedimento para investigar atos criminosos dentro da própria polícia é realizado pela Corregedoria da instituição órgão.
Segundo o secretário, a investigação sobre a morte de Magalhães, ocorrida em frente a uma escola para crianças na região central de Campo Grande quando a vítima buscava a filha no local, é “extremamente complexa porque trabalhamos com a hipótese de envolvimento de policiais, membros de Ministério Público, do Judiciário, entre outras coisas”, citou.