O relator da CPI do Calote, vereador Elizeu Dionizio (PSL), admitiu que poderá solicitar a um juiz criminal autorização para condução coercitiva (uso da força policial) do dono da empresa Mega Serv, Marcos Antônio Marini, para depor na Câmara Municipal de Campo Grande. Marini não compareceu às duas últimas audiências da CPI sob alegação de estar doente. Mas até a sexta-feira (16), o atestado médico não foi protocolado no Legislativo. A reportagem está na edição de hoje (18) do jornal Correio do Estado.
Na última audiência, Marini encaminhou ofício declarando estar doente e, por isso, impossibilitado de depor na audiência da CPI. Mas não juntou no ofício atestado médico.
Marini foi convocado para explicar o privilégio que recebeu da prefeitura, na contratação em regime de urgência, por seis meses, e aproximadamente R$ 4,5 milhões. Destes, o dono da Mega Serv já recebeu quase R$ 4 milhões.
Na primeira audiência em que foi convocado para depor, Marini enviou o encarregado da filial em Campo Grande, Milton Felice. Mas insatisfeitos com as respostas, os integrantes da comissão decidiram convocar novamente o dono da empresa que, pela segunda vez, faltou à oitiva.
“Caso ele não nos forneça comprovação de que está mesmo doente, vamos solicitar expedida condução coercitiva por meio de um juiz criminal. Ele vai vir aqui nem que seja por força policial” garantiu o parlamentar. A reportagem é de Tavane Ferraresi.