O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ordenou hoje que a alta representante para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane, viaje a Damasco para ajudar na investigação da denúncia dos rebeldes sírios sobre um ataque de armas químicas na periferia de Damasco.
Segundo a oposição síria, tropas aliadas ao ditador bombardearam quatro cidades da periferia de Damasco com um gás que afeta o sistema nervoso, deixando centenas de mortos. O regime sírio nega a acusação e voltou a dizer que nunca usou armas químicas contra os rebeldes nos dois anos de conflito.
A denúncia causou forte reação da comunidade internacional, em especial de Paris, Londres e Washington, que apoiam a oposição síria. Outros 34 países pediram investigação do ocorrido. Na noite de ontem, o Conselho de Segurança da ONU pediu "clareza" sobre o ataque.
Uma equipe de monitores que está na Síria ainda não recebeu autorização do regime sírio para chegar ao local. O uso de armas químicas foi a condição imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para realizar uma intervenção militar.
Em comunicado, o chefe das Nações Unidas pediu ao regime de Bashar al-Assad que permita a investigação dos inspetores da ONU e que o incidente precisa ser investigado sem demora. Ele voltou a dizer que está preocupado com a denúncia e que entrou em contato com líderes mundiais para falar sobre o assunto.
Dentre os líderes com quem o secretário-geral conversou, está o presidente da França, François Hollande. Segundo a Presidência francesa, o mandatário expressou sua preocupação e a necessidade de comprovar as denúncias. Mais cedo, Paris afirmou que, se confirmado o ataque, seria necessário o uso da força.