Enquanto a elevação do preço dos serviços funerários em Campo Grande se aproxima, com a nova licitação para o setor, entidades querem a verticalização dos três cemitérios municipais: Santo Antônio, Santo Amaro e São Sebastião, conforme matéria de hoje (27) do jornal Correio do Estado. A Associação Brasileira da Cidadania e do Consumidor (AbccomMS) e o Centro de Documentação e Apoio aos Movimentos Populares (Cedampo) encaminharam, na semana passada, um documento ao prefeito Alcides Bernal (PP) pedindo a verticalização dos cemitérios públicos e a construção de crematórios públicos na Capital. "As entidades entendem que chegou a hora de a sociedade campo-grandense discutir assuntos dessa relevância. Afinal, não é prudente o cidadão ficar refém dessa indústria da morte e de grupos que se beneficiam da população e dos cidadãos”, diz um trecho do documento encaminhado à imprensa.
Segundo a reportagem de Patrícia Belarmino, as duas entidades sustentam que a verticalização dos cemitérios públicos, além de criar a possibilidade de abrigar mais corpos no cemitério, também poderia transformar-se em uma fonte de renda para o custeio destes espaços, de propriedade do município. No caso do cemitério Santo Antônio, localizado no cruzamento das avenidas Calógeras e Eduardo Elias Zahran, as entidades sugerem que os espaços para sepultamento sejam vendidos em caráter perpétuo, com escritura definitiva e com preços de mercado.
Além disso, o recurso, segundo a Abccom e o Cedampo, poderia ser canalizados para a manutenção dos demais cemitérios públicos campo-grandenses. Presidente do Cedampo, Haroldo Borralho pontua que a verticalização pode otimizar o uso dos cemitérios, hoje, em Campo Grande. Enquanto morrem, em média, 12 pessoas por dia na Capital, o cemitério Santo Antônio, por exemplo, não tem condições de oferecer novas sepulturas. Apenas as famílias que já têm gavetas podem ser enterradas no local. “A prefeitura vai ampliar o (cemitério) Santo Amaro. Se este espaço for verticalizado, daria para sepultar um número bem maior de pessoas ali”, lembra Borralho.