Os Estados Unidos e a França mantiveram seus planos de intervenção militar na Síria mesmo após o Parlamento britânico rejeitar uma ação no país árabe. Os dois países buscam retaliar o regime de Bashar al-Assad pelo suposto uso de armas químicas em um ataque em Damasco, na semana passada.
As declarações foram feitas horas após o Parlamento britânico rejeitar a ação militar, por 285 votos a 272, hipótese apresentada pelo primeiro-ministro David Cameron. Os legisladores não ficaram convencidos com os argumentos apresentados sobre o uso dos agentes químicos.
A votação foi marcada também pelo temor de uma situação similar à Guerra do Iraque, quando o então primeiro-ministro, Tony Blair, autorizou a intervenção mesmo não tendo provas cabais da existência de armas de destruição em massa no regime de Saddam Hussein. Anos depois, a acusação foi refutada, provocando fortes críticas.
Em entrevista nas Filipinas, o secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, disse que os EUA continuam a buscar uma coalizão internacional para responder ao regime de Assad. Ele disse respeitar a decisão dos britânicos e diz que vai consultá-los caso intervenham na Síria.
"Nossa abordagem é continuar a buscar uma coalizão internacional que atuará em conjunto.
E eu acho que vocês estão vendo uma série de países anunciar, anunciar publicamente, sua posição sobre o uso de armas químicas."
Hagel disse que não iria "especular sobre situações hipotéticas", quando perguntado se havia alguma coisa que Assad poderia fazer nesta fase final para deter a ameaça de uma ação militar estrangeira.
"Eu não fui informado de qualquer alteração na posição do regime Assad sobre qualquer assunto. Então, eu lido com a realidade do que temos", disse.