Dois sindicalistas foram detidos e outros dois ficaram feridos com balas de borracha no final da tarde de ontem logo depois de um confronto entre policiais militares e trabalhadores do frigorífico Beef Nobre, no Jardim Carioca, em Campo Grande. Os empregados da empresa, cerca de 350, deflagraram greve na madrugada por melhorias salariais e benefícios.
Wilson Gimenes Greogório, um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústria de Carne e Derivados, disse que o confronto começou quando cerca de 30 empregados vindos do interior do Estado eram levados para o frigorífico numa Van.
“Eles vieram para substituir os grevistas, escoltados por viaturas da Polícia Militar”, disse Greogório.
Os trabalhadores tentaram impedir, mas foram repreendidos com balas de borracha, segundo o sindicalista. “Dois ou três funcionários do frigorífico ficaram feridos”, afirmou Greogório.
Alexandre Costa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de MS), e Ricardo Bueno, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que apoiavam o manifesto dos empregados do frigoríficos, foram detidos e levados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, centro.
À noite havia na frente do frigorífico um veículo com policiais militares da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe). Um dos militares disse ao Correio do Estado que o confronto tinha, sim, ocorrido, mas com militares de outra companhia e que os grevistas atiraram antes pedras contra a viatura. A empresa ainda não tinha se manifestado ontem à noite e os grevistas afirmaram que o movimento seria retomado hoje.