O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou à Justiça uma suposta quadrilha de tráfico aéreo de drogas e aliciamento de mulheres para o transporte em Dourados. O grupo foi preso no dia 30 de julho, no Aeroporto Municipal, com 7,5 quilos de cocaína, além de 112 quilos de maconha que estavam estocados em uma residência no Jardim Flórida II.
Dos seis indiciados, quatro foram presos em flagrante por tráfico interestadual de drogas.
De acordo com denúncia da 4ª Promotoria de Justiça, dos seis indiciados, três mulheres faziam o transporte das drogas e o aliciamento de outras “mulas”.
Duas delas inclusive seriam mãe e filha na função criminosa. Um dos acusados seria o responsável pelo narcótico e por angariar compradores para a droga, enquanto dois supostos taxistas seriam os responsáveis pelo transporte das mulheres e da droga do local onde estivessem até o Aeroporto de Dourados.
Conforme a denúncia, a quadrilha levaria drogas para os estados de Vitória e Rio de Janeiro. Os flagrantes ocorreram após a polícia receber informações de que um grupo de traficantes, com o auxílio de supostos taxistas e mulheres, estaria remetendo entorpecentes para outros estados. Os agentes se posicionaram em pontos estratégicos quando notaram a chegada de uma das acusadas num táxi.
Ao realizar o check-in, a denunciada foi abordada por agentes e confessou estar transportando entorpecente. Ao todo, 7,5 quilos de cocaína foram encontrados durante revista pessoal.
Na ocasião, a polícia ainda recebeu informação de que o veículo que transportou a acusada estaria em frente a uma residência no Jardim Flórida II. No local, a Polícia apreendeu 112 quilos de maconha que estavam estocados com o acusado de ser o proprietário da droga.
Os investigadores localizaram o veículo do transporte da droga em um ponto de táxi na Avenida Presidente Vargas, que estava em posse de outro acusado. Todos foram encaminhados para a Delegacia.
Interrogados pela polícia, o suposto dono da droga confessou a autoria do crime, bem como o envolvimento de dois supostos taxistas, dos demais comparsas no tráfico e o aliciamento de mulheres. Os supostos taxistas negaram envolvimento na quadrilha, afirmando que apenas realizavam serviços para o acusado de ser o proprietário da droga.
Uma mulher disse que um dos taxistas agia em parceria com o chefe da quadrilha e recebia em drogas pelos serviços prestados. A mesma acusada disse que foi aliciada por duas mulheres, mãe e filha, que já teriam feito o transporte de drogas para outros Estados.
A mãe confessou que já viajou com o suposto chefe da quadrilha para Vitória, no Espírito Santo, para a entrega de drogas. Já a filha disse que fez inúmeras viagens para o Rio de Janeiro, partindo de Dourados.
De acordo com o promotor de Justiça, João Linhares, o MP pede na ação a condenação dos réus por tráfico de drogas e a perda dos bens e valores apreendidos com os denunciados, assim como a casa utilizada para estoque de drogas no Jardim Flórida II, caso não pertença a terceiros de boa fé. Segundo o promotor, estes valores deverão ser destinados à União se os réus forem condenados. O Judiciário vai decidir se acata a denúncia contra a quadrilha.