Cidades

BRIGA JUDICIAL

‘Bernal, cadê meu dinheiro?’, pergunta ex-catadora de lixo

‘Bernal, cadê meu dinheiro?’, pergunta ex-catadora de lixo

Redação

19/09/2013 - 00h00
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“Doutor, cadê meu dinheiro? O senhor diz que tudo está resolvido, mas não recebi nada, então o que foi resolvido?”, o protesto é da ex-catadora de materiais recicláveis, hoje pensionista Dila Dirce de Souza, 65, contra o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), seu ex-advogado. A mulher acusa Bernal por apropriação indébita por ele ter supostamente sacado dinheiro de uma conta judicial e não repassado nada a ela. A reportagem está na edição desta quinta-feira (19) do jornal Correio do Estado.

Até uma década atrás, Dila e Bernal, eram parceiros. Ela era cliente dele numa causa que moveu contra a Vega Engenharia Ambiental S/A, empresa que coletava lixo na cidade.

Era fim de tarde do dia 14 de junho de 1999, 14 anos atrás. Dila separava materiais recicláveis, agachada, no conhecido Lixão, no bairro Dom Antônio Barbosa. Um caminhão entrou lá para descarregar e, numa das manobras atropelou a mulher, então com 51 anos de idade.

“Fiquei três dias em coma, mais de um mês internada. Os médicos me desenganaram várias vezes. Sai de lá inválida, como estou até hoje. Quase todo meu corpo ficou fraturado, coluna, bacia, tornozelo e costela. Fiz duas cirurgias e preciso fazer outra. Se não fizer, posso nunca mais andar. Laudo médico é que diz isso”, disse ontem a ex-coletora.

Bernal entrou no drama vivido por Dila, quando ela ainda permanecia na hospital da Santa Casa, entre julho e agosto de 1999. A ex-catadora de recicláveis disse que o marido, o servente de pedreiro desempregado Henrique Mandiete, 63, foi quem fez o contato com Alcides Bernal. “Ficou acertado que se ganhasse a causa daria a ele [Bernal] R$ 6 mil, se não ganhasse, não precisaria pagar nada”, disse. Inicialmetente ela pediu pensão vitalícia e 160 salários mínimos. A reportagem é de Celso Bejarano.

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