O papa Francisco, em entrevista publicada hoje (19), recomendou à Igreja Católica para "acompanhar" os homossexuais e divorciados "com misericórdia" e "a partir das suas condições" de vida real.
Na longa entrevista, em italiano, à revista jesuíta "Civiltà Cattolica", o papa também mencionou a questão do aborto, dizendo que se uma mulher interrompe a gravidez, fato que "pesa muito" e do qual ela está "sinceramente arrependida", o seu ato deve ser perdoado. "O confessionário não é uma câmara de tortura, mas um lugar de misericórdia", acrescentou na entrevista.
O papa Francisco explicou que a Igreja "não pode insistir apenas sobre as questões relacionadas com o aborto, o casamento homossexual e o uso de métodos contraceptivos". "Não falei muito sobre essas coisas e isso foi criticado. Quando se fala, deve-se fazê-lo num contexto concreto", disse.
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Papa: é preciso acompanhar gays "com misericórdia"
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