A ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social) respondeu hoje à tendência verificada pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2012 que a desigualdade no Brasil ficou estagnada.
Segundo ela, "não há aumento da desigualdade no Brasil", apesar de a pesquisa diagnosticar que o rendimento das faixas de renda mais alta cresceu num ritmo mais acelerado do que as de renda menor, especialmente no extrato do 1% mais rico da população.
O dado que sinaliza a concentração maior de renda indica que o rendimento dos que estão no topo da pirâmide (1% mais ricos) cresceu 10,8%, numa velocidade superior à média e ao das faixas de menor remuneração. A renda dos 10% mais pobres cresceu 6,6%.
"Não tem aumento da desigualdade no Brasil. A gente vinha tendo uma redução muito grande da desigualdade, teve agora uma desaceleração desse processo, mas a desigualdade continua caindo no Brasil. Para 2013, vamos ter um salto ainda maior. A desigualdade continua caindo no Brasil, para nós isso é um indicador importante", disse Campello.
A ministra disse ainda que vai se debruçar sobre esses dados, que ainda não foram totalmente destrinchados pelo governo. Também disse que programas sociais que foram implementados no meio do ano passado, como o Brasil Carinhoso, tiveram um impacto subestimado, por se tratar de um retrato de 2012.
"De 2012 para 2013 acho que vamos ter surpresas importantes, que já são perceptíveis pelos últimos dados da PNE", completou a ministra.