Os presidentes Barack Obama e Hasan Rowhani conversaram por telefone na tarde de hoje, selando aquele que foi o mais alto contato oficial mantido entre os Estados Unidos e o Irã em 34 anos. "Só o fato de essa ter sido a primeira comunicação entre um presidente americano e um iraniano desde 1979 já mostra a profunda desconfiança que há entre os nossos países, mas também indica a expectativa de seguir adiante", disse Obama. O telefonema histórico marca o resultado de várias semanas de aproximação, que contaram com uma troca de cartas entre os dois líderes e com o encontro de seus respectivos chanceleres -- o primeiro em seis anos.
Na terça-feira, Obama chegou a cogitar encontrar-se pessoalmente, de modo informal, com Rowhani em Nova York, onde os dois estavam por ocasião da 68ª Assembleia-Geral da ONU. Porém, os iranianos decidiram que isso seria "muito complicado". Conforme Obama, na conversa, os dois trataram dos "presentes esforços para chegar a um acordo a respeito do programa nuclear iraniano". "Eu acredito que existe base para uma resolução", disse Obama. "O teste estará em ações significativas, transparentes e verificáveis, que também aliviarão as abrangentes sanções internacionais hoje vigentes."
O Irã diz produzir energia nuclear com fins pacíficos, enquanto o Ocidente acusa o país de mascarar a busca por uma bomba. Tanto os EUA quanto Israel não descartam, inclusive agora, detonar uma ação militar para impedir que isso aconteça. Israel conta o Irã como um arqui-inimigo. Obama citou o Estado judaico ao afirmar que, durante as negociações com Teerã, "manterá contato próximo com amigos e aliados na região".