Quatro meses depois da morte de Idenilson da Silva Barros, 20 anos, ocorrida durante evento sertanejo no estacionamento do Jockey Clube, no dia 19 de maio, a polícia ainda tenta descobrir o responsável pelo assassinato, provocado por atropelamento. No decorrer das investigações, pelo menos 40 pessoas prestaram depoimento, mas nenhuma informação relevante, que possa contribuir no esclarecimento do fato, foi repassada à polícia. A reportagem está na edição deste sábado (28) do jornal Correio do Estado.
Ontem, o delegado que preside o inquérito, Cláudio Martins, da 5ª delegacia, disse que aguarda autorização judicial para quebra de sigilo telefônico do celular da vítima, desaparecido desde o dia da morte.
Segundo a reportagem de Laura Holsback, o pedido foi encaminhado ao poder judiciário em agosto e não tem data prevista para ser concedido. Na avaliação do delegado, este próximo passo nas investigações pode ser esclarecedor. “Vamos identificar se o jovem conversou com alguém antes de morrer e se o telefone foi utilizado depois da morte dele”, informou Cláudio.
André Luiz da Cruz Pereira, 23 anos, que testemunhou no caso contra a equipe de seguranças envolvida, foi assassinado horas após deixar a delegacia, no dia 8 de julho. A polícia chegou a suspeitar que se tratava de queima de arquivo, mas ontem o delegado Cláudio descartou a possibilidade.