Insatisfação e frustração geral. Estes são os sentimentos de gerentes e funcionários que há dez meses sofrem com a falta de material, medicamentos e condições mínimas de trabalho nas unidades de saúde de Campo Grande. Os problemas são graves, demonstrando o panorama de uma saúde “maquiada” pela administração municipal, segundo reportagem na edição de hoje (10) do jornal Correio do Estado.
Segundo alguns servidores que decidiram expor o problema, desde que fosse mantido o anonimato, faltam até mesmo produtos básicos para atendimento como luvas, esparadrapos, cateteres, lâminas de bisturi e medicamentos. Além de materiais de escritório, eletrodos e lencóis.
“Funcionamos com empréstimos de uma unidade para outra ou com algum suprimento de fundos que a Coordenação de Urgências a qual somos subordinados consegue”, revela uma das denunciantes.
A situação não é diferente nem mesmo no setor de emergência, colocando em risco a vida dos pacientes em estado mais grave. Há falta de monitor, oxímetro e também de aparelho de eletrocardiograma. Este último, é fundamental dentro dos primeiros cinco minutos de atendimento a pacientes com dor toráxica, que requer imediata avaliação da história clínica e exame físico. A reportagem é de Rafael Bueno.