Prédios abandonados que viraram abrigos de moradores de rua e usuário de drogas causam medo na população de Campo Grande, que não tem a quem recorrer para resolver o problema. A denúncia é feita pelo jornal Correio do Estado neste domingo.
Conforme a reportagem, a prefeitura e a Polícia Militar afirmam que não podem se responsabilizar e se limitam a fiscalizar o que são de suas competências. No caso, a propriedade privada deve ser cuidada por seus donos, não pela polícia.
No Jardim Imá, diversas moradias para serem alugadas ou vendidas estão com aspecto abandonado e uma delas, na Rua Aquidaban, permanece desocupada há mais de 8 anos. Do outro lado da cidade, na Avenida Gury Marques, o prédio de uma antiga distribuidora de peças serve agora de estacionamento para alunos de uma universidade que fica ao lado. “Nós nunca presenciamos nada aqui, mas acredito que seja por conta do movimento, porque sempre tem estudante”, disse a universitária Adriele Souza. O local está com janelas e portas quebradas, além do mato alto.
A assessoria da prefeitura informou que servidores fiscalizam somente as questões relacionadas à falta de muro e calçada, quando as ruas são asfaltadas. Os moradores também podem reclamar de lixo ou mato alto, mas a invasão dos imóveis é de responsabilidade do proprietário.
SEGURANÇA
O comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel Carlos Alberto David dos Santos, disse que a própria corporação fica de mãos atadas nessa situação. “A população tem que exigir mudança na lei, porque nós atendemos ao chamado, levamos as pessoas até a delegacia, mas no outro dia elas estão soltas e de volta aos locais abandonados. Isso causa um desestímulo nos policiais”, protestou.
A matéria é de Beatriz Longhini.