Nova lei aprovada pelo Senado dificulta o sonho de emancipação política da população dos distritos de Anhanduí (Campo Grande), Itahum (Dourados) e Quebra-Coco (Sidrolândia), em Mato Grosso do Sul. Pela nova regra, o processo de emancipação agora leva em conta o número mínimo de habitantes, segundo reportagem deste domingo do jornal Correio do Estado.
O jornal informa que para a criação de municípios no Estado, o mínimo exigido é de 6.273 habitantes. Dentre os três distritos que pleiteiam formalmente a emancipação, apenas Anhanduí, chega mais próximo ao exigido pela lei. Levantamento do Censo 2010 aponta 4.267 moradores no distrito.
Segundo o senador Waldemir Moka, que participou da votação do projeto, na última semana, neste caso, pode ser solicitado uma recontagem para atualização do número de habitantes. “Em tese, o município tem condição de tentar a emancipação”, diz.
O processo de emancipação leva em consideração também o desenvolvimento econômico do distrito, além da sua capacidade para a administração própria. Neste caso, os três distritos sul-mato-grossenses estão dentro do exigido pela lei. A reportagem é de Rafael Bueno.