Claudenir Martins de Oliveira, de 31 anos e Jaqueson Tales Martins Borges, 26, foram presos por policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), acusados de tentarem explodir dois caixas eletrônicos de uma agência do Banco do Brasil, localizada na Avenida Eduardo Elias Zahran, em Campo Grande (MS), no dia 23 de junho deste ano.
De acordo com o GARRAS, os acusados colocaram explosivos nos caixas eletrônicos, mas por causa do frio eles não detonaram e especialistas da unidade foram chamados para desarmá-los.
Imagens do circuito interno de câmeras da agência bancária solicitadas pela Polícia Civil, mostram a ação de cinco homens, sendo que quatro adentraram ao banco e um fica do lado de fora da agência em um veículo Gol, cor branca, furtado na noite anterior na Capital. O carro foi encontrado abandonado logo em seguida próximo ao estádio Morenão.
No dia 30 de agosto Claudemir e Jaqueson foram presos em flagrante após roubar uma mulher em frente a uma agência bancária da avenida Mascarenhas de Moraes. Perícias realizadas no Gol constataram a existência de impressões digitais de Claudemir no veículo.
Jaqueson que após a prisão foi encaminhado para presídio da Capital, foi levado para o GARRAS, onde prestou esclarecimentos e acabou confessando a autoria do roubo do veículo e apontou Claudenir como comparsa. Jaqueson negou porém, a participação na tentativa de roubo aos caixas eletrônicos, mas disse que tinha conhecimento do planejamento e execução do crime.
Todos os detalhes do roubo do Gol e da tentativa de explosão dos caixas eletrônicos foram repassados ao GARRAS por Claudenir durante interrogatório. Ele ainda disse à polícia que o restante da quadrilha é de São Paulo e que os explosivos e armas utilizados na ação foram trazidos daquele Estado.
“O Claudenir alegou que o comparsa dele, especialista em explosivos disse que a baixa temperatura registrada naquele dia, afetou o funcionamento dos artefatos, motivo pelo qual não explodiram e pelo perigo da detonação foram abandonados dentro dos terminais bancários”, explica o Alberto Vieira Rossi, delegado titular do GARRAS.