A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa deve pedir ao Ministério Público Estadual (MPE) que solicite a devolução, aos cofres públicos, dos quase R$ 10 milhões investidos no sistema de Gestão de Informações da Saúde (Gisa).
Criada em maio deste ano, a CPI deveria durar 120 dias, mas em setembro foi prorrogada por mais um mês. Por enquanto, os deputados já decidiram que os trabalhos deverão ser prorrogados. Hoje, eles definem por quanto tempo.
A necessidade de prorrogar os trabalhos foi levantada durante os depoimentos, na terça-feira (22). Um dos motivos é que os deputados ainda pretendem ouvir o diretor-presidente do Consórcio Telemídia, Naim Alfredo Beydoun, e seu ex-sócio, Rui Thomas Aquino. Ambos, deveriam ser ouvidos na terça, mas como não compareceram devem ser reconvocados. Aquino, ao contrário do que foi divulgado ontem, não tem nenhuma ligação com a empresa de táxi aéreo Amapil.
Em depoimento à comissão, o deputado federal e ex-secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, admitiu que foi a ponte entre o Consórcio Telemídia, vencedor da licitação para desenvolvimento do Gisa há cinco anos, e a empresa portuguesa Alert.