Cidades

'Ad Sumus'

Operação do Gaeco prende integrantes do PCC em MS

Operação do Gaeco prende integrantes do PCC em MS

Redação

24/10/2013 - 14h38
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Dos 50 mandados de prisão expedidos nesta quinta-feira (24), durante a 'Operação Ad Sumus', realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), 35 foram cumpridos. Desse montante, cinco referem-se a prisões ocorridas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Foram apreendidos também drogas e armas . As buscas em relação ao restante do grupo continuam.

Em Mato Grosso, 150 agentes do Gaeco e da Polícia Militar participaram da operação. O trabalho contou com o apoio do Comando Regional IV e VII da PM, Diretoria da Agência Central de Inteligência, Rotam, 25º Batalhão da PM, Batalhão Policial de Guarda, Gefron, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Secretaria de Segurança Pública e Promotorias de Justiça de Rondonópolis, Sapezal, Poxoréo e Poconé. Os Gaecos de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rondônia e o GNCOC (Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas) também participaram da operação.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso, dos 50 acusados de envolvimento com o PCC no Estado, 19 já estavam presos na Penitenciária Central, Mata Grande, entre outras unidades prisionais. O grupo foi denunciado por associação ao tráfico de drogas e formação de quadrilha. Um dos integrantes também responderá por homicídio ocorrido no município de Poxoréo.

Segundo informações do Gaeco, a denúncia, já recebida pela Vara Especializada Contra o Crime Organizado da Capital, é resultado de investigações realizadas entre março de 2012 a junho de 2013. Nesse período, algumas prisões foram efeutadas. Em março deste ano, por exemplo, uma operação realizada pelo Gaeco resultou na prisão de um dos líderes do PCC em Mato Grosso, João Batista Vieira dos Santos. Na ocasião, ele foi preso com mais de uma tonelada de maconha.

Na denúncia, o Gaeco também relata outros fatos criminosos envolvendo o PCC. Entre eles, estão a apreensão de um veículo Mercedes Bens em Várzea Grande; tentativa de homicídio contra três jovens no bairro Doutor Fábio em Cuiabá; homicídio em Poxoréo, apreensão de veículo que viria com droga para Mato Grosso na divisa com o Paraguai; e ações contra estabelecimentos bancários e comerciais na região sul do Estado.

“A maioria dos delitos ocorreu em Cuiabá e Várzea Grande, contudo, vários crimes vergastaram municípios do interior, com destaque para Rondonópolis. Parte das atividades delituosas desembocaram suas nefastas consequências em outros estados da Federação, sobretudo Rondônia e Mato Grosso do Sul”, diz um trecho da denúncia do Ministério Público.

FUNCIONAMENTO: Conforme o Gaeco/MT, a atuação do PCC em Mato Grosso começou em 1999, quando o atual líder 'Marcola' permaneceu detido por cerca de seis meses na Penitenciária Central do Estado após ter promovido um roubo de aproximadamente R$ 6 milhões da agência matriz do Banco do Brasil, em Cuiabá. No mesmo ano, no dia dia 05 de junho, 'Marcola' e outros dois presos fugiram pela porta da frente do presídio.

Desde então, o grupo vem tentando se organizar e fortalecer a facção no Estado. Entre os recursos utilizados pelos criminosos estão 'teleconferências', onde os integrantes se interagirem em tempo real. “O PCC possui estatuto próprio e regras rígidas. Cada “irmão” deve contribuir com o pagamento de uma taxa mensal, esteja ele preso ou em liberdade. O dinheiro arrecadado é usado para compra de armamento e drogas, além de financiar a fuga ou resgate de integrantes da facção criminosa”, diz um trecho da denúncia do MP.

Atualmente, segundo o Gaeco, estima-se que existam mais de 100 integrantes atuando no Estado. Alguns deles, mesmos presos, continuam praticando delitos. Para se tornar integrante do “sindicato do crime”, o candidato deve ser apresentado por um membro e ser “batizado”, tendo como padrinhos três “irmãos”. Em seguida, precisa cumprir diversas exigências da organização. 

*Editada às 18h para acréscimo de informações

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