Propósito do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, do PP, que prevê queda de R$ 0,05 na tarifa do ônibus poderia superar em quase três vezes o anunciado na sexta-feira (25), conforme mostra reportagem deste domingo do jornal Correio do Estado.
A reportagem mostra que, em vez de baixar dos atuais R$ 2,75 para R$ 2,70, como o prometido, a passagem do transporte urbano na Capital deveria diminuir para R$ 2,61, redução de R$ 0,14 centavos.
O prefeito reduziu de 5% para zero por cento o Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza, o conhecido ISS, tributo cobrado das empresas de ônibus que incide diretamente no preço da passagem.
Isso quer dizer que, com a renúncia fiscal, a prefeitura deixaria de receber, por ano, R$ 8 milhões de ISS arrecadado com o Guaicurus, consórcio que explora o transporte urbano na cidade. O cálculo é do próprio Bernal.
Hoje, em Campo Grande, das 6.586.504 passagens de ônibus mensalmente, 4.786.487 são pagas pelos usuários. O restante é de passagem de estudantes, idosos e cadeirantes. Tirando os cinco centavos das 4,7 milhões passagens mensais chega-se a esse valor: R$ 239.334,35. Pegando a cifra e multiplicado-a por 12, a soma alcança R$ 2.872,012.20.
Os R$ 2,8 milhões é três vezes menor que a renúncia fiscal anual proposta por Alcides Bernal, que é de R$ 8 milhões. Ou seja, para compensar a renúncia divulgada anteontem por Bernal, a passagem deveria custar R$ 2,61. A reportagem é de Celso Bejarano.