A população de Campo Grande quer a permanência da Cidade do Natal nos altos da avenida Afonso Pena. Funcionando desde 2009, o espaço virou tradição como opção de lazer e cultura durante as festas de fim de ano. Cinco pessoas ouvidas pelo Correio do Estado - que traz a reportagem na edição de hoje (29) - disseram que o fim da área não é uma boa opção para a Capital e que o melhor seria revitalizar o espaço e utilizar a mesma estrutura.
O vendedor Gilberto Oliveira, 25 anos, ponderou que, se a prefeitura demolir uma estrutura e construir outra para o mesmo fim, “é até bom, agora, se não construir, fica complicado”. Ele lamenta, no entanto, o recurso que será investido para a reconstrução da estrutura. “É mais dinheiro que se vai gastar quando bastava preservar o que já tinha”. Gilberto disse que sempre visitava a cidade nos finais de ano com a família. “É um lugar bom para levar os filhos”.
A servidora estadual Meire Torres, 40 anos, disse que também frequentava o espaço todos os anos e gostava. “Eu gostaria que se mantivesse o local”. Para a funcionária pública, toda a área deveria ter sido preservada contra a ação de vândalos e desgaste do tempo. “Tinha que cuidar durante o ano para não estragar”, afirmou.
A dona de casa Maria de Lourdes Santos, 54, em todos os anos em que a Cidade do Natal funcionou, nunca a visitou, mas afirmou que suas filhas e netas já foram até o local e gostaram. “É uma diversão para o povo, né? Não é bom que acabe, não”, comentou, lembrando que Campo Grande precisa de mais áreas de lazer e diversão. A reportagem é de Lucia Morel.