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Favelas seriam o quinto estado do Brasil em população, diz pesquisa

Favelas seriam o quinto estado do Brasil em população, diz pesquisa

Redação

31/10/2013 - 13h30
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Uma pesquisa do Instituto Data Favela mostrou que dois terços dos moradores das favelas já são da classe média. E as comunidades agora cobram serviços básicos de qualidade: saúde e segurança são as principais reclamações.

São 11,7 milhões de pessoas morando no alto dos morros e em favelas planas. 

A população destas áreas representaria hoje o quinto estado do país, em número de habitantes.

A pesquisa percorreu 63 comunidades do Brasil e ouviu 2 mil moradores.

As melhorias aparecem em obras públicas. E também no estilo de vida.

Em 2003, 33% dos moradores das favelas eram de classe média. Uma década depois, o número subiu para 65% – a maioria da população.

Em todas as comunidades do Brasil, a pesquisa retrata transformações, principalmente nos últimos dez anos. Mas alguns problemas resistem ao tempo. Os serviços públicos encabeçam a lista.

“Na verdade, a saúde continua sendo um grande nó, e a segurança o pior dos nós”, avalia o diretor do Data Favela, Celso Athayde.

Na avaliação dos moradores, numa escala de 0 a 10, a segurança levou nota 4,28.

Três em cada quatro moradores são favoráveis à pacificação. “Com o advento da UPP, nós temos que reconhecer que melhorou bastante”, diz um morador.

Saúde é problema recorrente. Só 43% dos entrevistados têm hospital público perto da favela.

A avaliação do serviço é baixa: 4,58.

“Saúde aqui é precária, não temos ginecologista”, reclama uma moradora.

A condição das calçadas é precária: nota 4,92. E leva o pedestre para o meio da rua.

“Tem que vir pelo cantinho assim, olhando pra ver se vem moto, carro, bem difícil”, diz o bombeiro hidráulico Ronaldo Azevedo.

O esgoto a céu aberto é característica de quase todas as favelas. Essa falha no saneamento básico levou nota 5,2.

“Este esgoto incomoda muito”, afirma a vendedora Maria do Socorro da Silva.

“Ficou claro que cada vez mais eles querem ser respeitados como cidadãos, se paga imposto, como qualquer outro cidadão, se quer uma vida digna”, avalia o coordenador da pesquisa, Renato Meirelles.
 
O que continua em alta é o otimismo dos brasileiros, acreditando que tudo vai melhorar.

“Basta as autoridades quererem, e nós da comunidade ajudarmos no for que possível. Eu acredito”, diz a comerciante Aline Santana.

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