A situação na Orla Morena, localizada na Avenida Noroeste, entre os bairros Planalto e Cabreúva, região central de Campo Grande, é de total abandono. O lugar, que se tornou um dos principais lugares de visitação desde abril de 2010, quando foi inaugurado, está forrado de lixos, folhas secas, grama alta. Sem falar nas pichações que, conforme definem frequentadores, “enfeiam o local”. A reportagem está publicada na edição de hoje do jornal Correio do Estado.
O pedreiro, José Lourenço, 51 anos, reclama do descaso. Segundo ele, há meses a prefeitura, responsável pelo patrimônio público, não providencia limpeza no espaço. Além disso, o pedreiro, que trabalha e mora há poucos metros da Orla Morena, reclama do vandalismo, praticado com frequência. Ele sabe que acabar com este tipo de ação criminosa é impossível, mas defende que deveria haver mais fiscalização. “É raro ver policiais passarem por aqui e quando passam é de dia. Ninguém bagunça neste horário. Os vândalos esperam os policiais irem dormir e saem para agir. O policiamento deveria ser feito desde o início da noite até a madrugada”, sugeriu.
DEFESA
O comandante do policiamento metropolitano, coronel Evaldo Iahn Mazuy, rebate a afirmação dos moradores e defende que na região há, sim, constante fiscalização. “Tem policiais de moto, bicicleta, carro, que fazem o trabalho diariamente, no entanto a Orla Morena é de competência do município, não tem como colocarmos efetivo para cuidá-la 24 horas”, pontuou.
Conforme o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Semy Ferraz, não há previsão para pinturas na Orla Morena. A situação da sujeira, segundo ele, será repassada ao prefeito, Alcides Bernal. A prefeitura também alega que a Guarda Municipal mantém ronda durante dia e noite na Orla Morena e imediações. A matéria é assinada por Laura Holsback.