Após dez anos da instalação do sistema de parquímetro na região central de Campo Grande, flanelinhas encontraram nas vagas públicas destinadas às motocicletas, uma forma de ganhar um dinheiro extra. O negócio é tão rentável, que há pontos sendo comercializados clandestinamente pelos guardadores de veículos, apesar do negócio ilícito e sem garantia de validade. A reportagem está publicada hoje no jornal Correio do Estado.
Segundo a reportagem, o valor de cada espaço depende da localização e da demanda de clientes. Um ponto, na Rua Barão do Rio Branco, próximo a Rua 13 de maio, não sai por menos de R$ 5 mil.
Pelo menos foi essa a proposta rejeitada pelo rapaz, que se apresentou como dono do espaço. “Recentemente me ofereceram R$ 3 mil em dinheiro e mais duas parcelas de R$ 1 mil cada. Mas não vendi, não vou perder minha galinha dos ovos de ouro”, disse.
Segundo ele, o lucro diário com a exploração do serviço pode chegar até R$ 180, dependendo da época do mês. “Cada um ajuda como pode, não podemos impor preço porque aqui é um lugar público”, ressaltou.
Em todos os pontos visitados pela reportagem, ficou claro que há uma espécie de conduta entre os flanelinhas. Assim, um respeita o espaço explorado pelo outro. Apesar do serviço informal, a maior parte dos clientes também aprovam a função dos guardadores, desde que não imponham valor para cuidar dos veículos. A matéria é assinada por Rafael Bueno.