A Coordenadoria Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Campo Grande é alvo de pelo menos oito sindicâncias ou processos administrativos disciplinares pela Corregedoria Nacional da fundação, informa reportagem do jornal Correio do Estado deste domingo.
O jornal mostra que uma comissão específica foi criada para atuar na investigação de desvio de combustíveis e veículos, farras em passagens e envolvimento de funcionários no desaparecimento do índio Nízio Gomes, em novembro de 2011. A comissão está em Mato Grosso do Sul e tem 30 dias para finalizar os trabalhos.
Nesta semana o corregedor nacional da Funai, Francisco Arruda, visitou o Estado para dar aval ao início dos trabalhos. Servidores da fundação em Campo Grande confirmaram que uma das frentes das ações é investigar se o desaparecimento de Nísio teve ou não envolvimento de funcionários do órgão. O indígena morreu em 18 de novembro de 2011 depois de um ataque de “jagunços” ao acampamento Guaiviry, em Aral Moreira.
Os servidores disseram também que a mesma comissão vai analisar se há irregularidades ou ilegalidades no desvio de combustíveis, com uso irregular de cartões corporativos usados para compra de gasolina, etanol e diesel em postos da capital. A suspeita é de que a fraude atinja R$ 500 mil. A matéria é assinada por Lúcia Morel.