Com mais de 800 acidentes registrados em um único mês, os motoristas de Campo Grande sofrem com a falta de sinalizações verticais e horizontais em diversos bairros, além do próprio Centro, local de maior tráfego da população. Conforme matéria publicada na edição de hoje (16) do jornal Correio do Estado, o último balanço divulgado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS), em setembro, aponta que foram registrados 365 acidentes com danos materiais. As avenidas Afonso Pena e Ernesto Geisel lideram a lista de vias onde ocorrem as principais colisões, com vítimas graves e fatais, segundo estudo do Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT).
Um semáforo, por exemplo, piscava no cruzamento da Rua Duque de Caxias com a Avenida Afonso Pena desde segunda-feira (11), quando choveu forte na Capital. Sinalizações também foram apagadas com o temporal e placas arrastadas pelo vento. Os estragos foram muitos, mas, de acordo com motoristas, os problemas são antigos e a grande maioria não teve a ação da chuva.
“Toda época de campanha nós pedimos sinalização aqui. Precisa instalar uma lombada ou semáforo, porque sempre tem acidentes, principalmente no horário de pico, mas nunca somos atendidos. Entra ano, sai ano e está do mesmo jeito”, disse a comerciante Carla Aparecida Amorin, de 44 anos, se referindo à Rua Pedro Pedrossian esquina com a Tiradentes, no Bairro Taveirópolis. Segundo ela, os motoristas trafegam em alta velocidade na via. “Instalaram um semáforo no cruzamento da Tiradentes com a Salgado Filho, o que melhorou um pouco, mas mesmo assim, quem precisa atravessar não consegue”, conta. No local, não há placa de Pare e nem indicativo de velocidade. A reportagem é de Beatriz Longini.