O fugitivo Henrique Pizzolato continuará recebendo os rendimentos referentes à aposentadoria pelo Banco do Brasil, informou a Previ, fundo de pensão do banco, hoje.
De acordo com uma fonte próxima ao banco, os rendimentos de Pizzolato devem girar em torno dos R$ 30 mil.
A Previ argumenta que somente poderia suspender o pagamento se a Justiça assim solicitasse, o que não foi pedido até o momento.
O Ministério Público avalia que, por se tratar de um vencimento referente a uma entidade privada, não é possível simplesmente suspender o pagamento. A aposentaria é fruto de um recolhimento feito por anos pelo ex-funcionário do banco, o que lhe garante o recebimento.
Tanto a Polícia Federal como a Procuradoria Geral da República afirmam que, por não haver precedente para um caso como o de Pizzolato, uma eventual suspensão de rendimentos ainda não foi avaliada.
Por um lado, garantir a continuidade do pagamento significaria dar recursos para o ex-diretor da Previ se manter fora do país. Por outro, seria uma maneira de tentar rastrear os passos de Pizzolato no exterior.
Pizzolato fugiu do Brasil há cerca de 50 dias para a Itália, a fim de evitar a prisão que foi decretada no último dia 15 de novembro pelo STF (Supremo Tribunal Federal) aos 12 condenados pelo esquema de propina a parlamentares, conhecido como mensalão.
Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão, Pizzolato anunciou do exterior que pedirá novo julgamento, agora por um tribunal italiano.