O diretor-presidente da Agência Estadual de Habitação (Agehab), Carlos Marun, afirmou que a agência vai prestar todas as informações devidas ao Ministério Público Estadual (MPE), que em inquérito civil, investiga irregularidades na concessão de casas populares tanto pela Agehab quanto pela Agência Municipal (Emha).
Marun sustentou que os critérios de seleção dos que serão beneficiados com as moradias são nacionais e outros estaduais. A prioridade é para aqueles que têm renda de até R$ 1,6 mil e nunca foram contemplados com uma residência pública no Brasil. “Em nível nacional, a prioridade é para mulheres chefes de família e para quem vive em habitações precárias. Lei estadual define que portadores de necessidades especiais e idosos também têm prioridade”.
Segundo o secretário de habitação, Mato Grosso do Sul acabou de ser avaliado pelo Ministério das Cidades e foi considerado o Estado do País onde os moradores de casas populares apresentaram maior índice de satisfação. “Penso que isso é resultado da parceria com a Caixa Econômica [CEF], mas também porque estamos atendendo quem realmente precisa de casa”.
Quanto a demora na concessão de moradias a pessoas que possuem cadastros antigos, Marun disse que isso ocorre porque o “tempo” não é um critério de seleção.
A reportagem procurou a Emha através da assessoria de imprensa da prefeitura, que informou que como a situação está em fase de investigação, nada será comentado.