Desde o ano passado, o Poder Público está investindo mais de R$ 160,3 milhões na construção de casas populares em Campo Grande. Esse montante é para garantir novas 2.579 residências, que não representam nem 8% do déficit habitacional da cidade, que, até o ano passado, girava em torno de 35 mil, segundo estudo da Fundação João Pinheiro (FJP), de Minas Gerais, segundo reportagem na edição de hoje (23) do jornal Correio do Estado.
Para se ter uma ideia da gravidade da situação, há dezenas de áreas invadidas em diversas regiões da capital. Em frente ao lixão, são quase mil famílias. No Jardim das Hortências, são mais 300. Isso sem contar aqueles que estão inscritos na Empresa Municipal de Habitação (Emha), mas moram de aluguel ou com parentes e não têm garantia nenhuma de que serão contemplados com alguma moradia.
Dois conjuntos habitacionais em andamento e para onde irão 313 famílias que moram na favela Portelinha, no bairro Morada Verde e em área vulnerável no Taquaral Bosque, são Ary Abussaf e Gregório Corrêa (Goinha). A reportagem é de Lucia Morel.