A Câmara Municipal aprovou ontem a criação do Fundo Municipal de Investimento para Subsidiar Tarifas Gratuitas do Transporte Coletivo, segundo reportagem na edição desta quinta-feira (28) do jornal Correio do Estado. A ideia é que o fundo passe a funcionar a partir do ano que vem e, até 2017, o peso de todas as gratuidades não fique mais no bolso do passageiro pagante. A estimativa do presidente da Casa de Leis, Mario Cesar (PMDB), é que, levando em consideração os valores de hoje, a tarifa possa cair para R$ 2,46, a partir do momento em que o fundo passar a valer.
Hoje, segundo dados da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg), seis milhões de passageiros usam o transporte coletivo por mês, na Capital. Destes, 27% não pagam a tarifa, são beneficiados com a gratuidade concedida pelo próprio Poder Público. Os 27% equivalem a 1,62 milhão de passageiros que passam a catraca sem pagar a tarifa de R$ 2,70.
De acordo com a reportagem de Patrícia Belarmino, apesar de a gratuidade ter sido concedida ao longo dos anos pela Prefeitura de Campo Grande, quem paga a conta é o usuário que paga a tarifa. Ou seja, o valor de todas as gratuidades pesa no cálculo da tarifa, sem que a administração municipal arque com sequer uma parte deste custo. Entre os passageiros que têm direito a gratuidade estão estudantes, idosos, carteiros, policiais, oficiais de Justiça e pessoas com deficiência. Ao todo, são 13 categorias.