O Tribunal de Contas da União (TCU) comprovou irregularidades e ilegalidades cometidas pela antiga gestão do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HU) em Campo Grande. Acórdão da corte detalha que pode haver dano aos cofres públicos e superfaturamento de serviços em mais de R$ 895.476,08 entre 2009 e 2012, além de direcionamento de licitações, conluio e terceirização de atividade fim. O acórdão exigiu algumas medidas por parte do HU e servirá de instrução para o inquérito da Polícia Federal sobre a operação Sangue Frio. A reportagem está na edição de hoje (28) do jornal Correio do Estado.
A Corte de Contas enumerou pelo menos 15 irregularidades cometidas durante a gestão do ex-diretor do Hospital Universitário, José Carlos Dorsa Vieira Pontes, que geriu a unidade hospitalar entre agosto de 2009 e maio de 2013. O relator do documento, Valmir Campelo, destacou que há um “considerável número de atos irregulares relatados neste processo e elevado volume de recursos gerenciados”.
Segundo a reportagem de Lucia Morel, para chegar aos números e aos indícios de irregularidades, o TCU analisou sete contratos do HU com empresas prestadores de diversos serviços, como o de perfusão, médicos-cirúrgicos, manutenção de equipamentos hospitalares, aquisição de materiais de órtese e prótese, apoio na área de hemodinâmica e cardiologia, fornecimento de refeições e por fim, reformas e construções.