Cerca de 1.200 pessoas que protestavam contra a premiê tailandesa, Yingluck Shinawatra, invadiram o quartel-general do Exército tailandês para pedir apoio dos militares à sua campanha para derrubar a primeira-ministra.
Os invasores, que estavam desarmados, ocuparam o gramado do QG do Exército por duas horas antes de se retirar pacificamente. Eles leram uma carta pedindo que os líderes militares "tomem uma posição" na crise política que assola o país há semanas.
Em resposta, o comandante do Exército da Tailândia, general Prayuth Chan-ocha, pediu que os protestos respeitassem a democracia e a lei.
"Não tentem fazer o Exército apoiar um dos lados. As Forças Armadas consideram que somos todos tailandeses e devemos buscar uma solução pacífica o mais rápido possível", declarou em nota.
O general disse que não reprimiu a entrada de manifestantes no QG do Exército porque o protesto era pacífico, mas prometeu reforçar a segurança daqui por diante. Houve atos também na frente da sede do Pheu Thai, partido da premiê, e diante da Embaixada dos EUA em Bancoc.
Os líderes dos protestos acusam Yingluck de governar em nome de seu irmão, o bilionário ex-premiê Thaksin Shinawatra, derrubado pelos militares em 2006. Atualmente, Thaksin vive em Dubai para escapar de uma condenação por corrupção -que ele alega ter motivação política.
Em entrevista à rede britânica BBC, a premiê, cujas ofertas de diálogo foram recusadas pelos manifestantes, disse que antecipar as eleições no país está fora de cogitação.