Por falta de articulação político-administrativa do prefeito Alcides Bernal (PP), Campo Grande teve perda significativa de R$ 150 milhões em solicitações de emendas pela bancada federal de Mato Grosso Sul ao Orçamento da União para 2014. Ao ser comparado com o ano de 2012, na administração passada, quando o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) conseguiu cerca de R$ 300 milhões em emendas pleiteadas pela bancada, este ano, a Capital teve a metade, R$ 150 milhões, o que representa apenas 6% dos R$ 2,516 bilhões ao Estado, de acordo com reportagem de hoje (2) do jornal Correio do Estado. O valor é inferior ao solicitado para Dourados, com R$ 100 milhões para estruturação de unidades de atenção especializada em saúde e outros R$ 100 milhões para construção e aquisição de equipamentos do Centro de Diagnóstico especializado da Grande Dourados, somando o total de R$ 200 milhões. O valor destinado à Capital também é inferior ao que Ponta Porã deverá receber para investimentos. São R$ 200 milhões para infraestrutura econômica.
Na semana passada, o coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul, senador Waldemir Moka (PMDB/MS), destacou que é preciso a busca do prefeito Alcides Bernal porque senão outros prefeitos correm atrás. “O contato do prefeito argumentando é importante para sensibilizar o parlamentar sobre onde colocar o recurso”, comentou o senador. Mesmo sem conversar com Bernal, Moka afirmou que iria analisar a destinação das emendas “no foco da população de Campo Grande, não do gestor”.
Outro parlamentar que não conversou com Bernal foi o deputado federal Akira Otsubo (PMDB) por incompatibilidade de agendas. A assessoria do prefeito de Campo Grande ligou pouco antes do gestor municipal ir até o gabinete, mas o parlamentar estava na audiência pública sobre questão indígena e logo em seguida embarcou para Campo Grande. “A destinação de emendas para um município depende da conversa do prefeito com o parlamentar. É nesse momento que explica o grau de importância do investimento, qual o benefício e quantos moradores serão beneficiados”, comentou Otsubo, ressaltando que “o melhor seria Bernal ter conversado com cada um dos
parlamentares”. A reportagem é assinada por Roberta Cáceres e Clodoaldo Silva.