O problema começa no córrego Sóter, ainda em sua nascente, que fica dentro do parque de mesmo nome, no Bairro Carandá Bosque. Lá, bancões de areia tomaram o lugar do leito d’água. Problemas como esse, de assoreamento, e também a falta de estrutura que provoca alagamentos e, ainda, erosões às margens tomam conta de, pelo menos, 12 trechos dos quatro principais córregos que cortam Campo Grande, segundo reportagem na edição desta quarta-feira (04) do jornal Correio do Estado.
A reportagem percorreu, do início ao fim, os córregos Sóter, Segredo e Prosa, e também o rio Anhanduí, em seus trechos na zona urbana da Capital. Estes são os cursos d’água considerados os mais importantes, pois atravessam boa parte da área urbana da Capital, abrangendo quase todas as regiões.
São importantes, também, porque recebem a água das chuvas e da drenagem de muitos bairros, o que transforma esses córregos em grandes bacias, que, em alguns casos, não suportam o volume de água, provocando alagamentos.
Segundo a reportagem de Lucia Morel, no caso do assoreamento da nascente do Sóter, que já é um problema que se arrasta há alguns anos, a gravidade não está apenas no desaparecimento da corrente de água, mas também no que essa situação provoca mais à frente, onde o córrego ainda possui água em abundância.