Cidades

Nova Andradina

Carreata e missa marcam dia da Virgem de Caacupé

Carreata e missa marcam dia da Virgem de Caacupé

Redação

05/12/2013 - 00h00
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A Colônia Paraguaia de Nova Andradina (Copana) organiza para o próximo domingo (08), uma carreata e a celebração de uma missa em comemoração ao dia da Padroeira Paraguaia, "Virgem de Caacupé".

Segundo a presidente da entidade, Joselaine Carvalho Bispo, o evento terá início com uma carreta, às 19h, com saída na Rua Luiz Antônio da Silva, 1523, na sede da Colônia Paraguaia, e seguirá até a Igreja Matriz, onde acontecerá a celebração da missa.

De acordo com a organização, o objetivo da celebração é unir o povo paraguaio de Nova Andradina e região em torno de uma das devoções religiosas mais expressivas do Paraguai.

Virgem de Caacupé

Caacupé é uma palavra guaraní que significa "detrás dos montes" e designa o nome da bela cidade da Cordilheira dos Altos, no Paraguai. Situada a cinquenta e três quilômetros da capital Assunção, possui uma das mais lindas paisagens do país e é considerada a Capital Espiritual da República, porque em sua Basílica se venera a Virgem de Caacupé, padroeira da nação paraguaia.

Segundo a tradição, a cidade nasceu em torno desta devoção mariana. Consta que em 1.600, um índio convertido pelos franciscanos, exímio escultor, vivia numa pequena aldeia próxima do povoado de Tabotí. Certo dia ele andava pelas montanhas quando foi capturado pelos temidos índios Mbayes, uma tribo ainda pagã. Mas conseguiu escapar e escondeu-se atrás de um gigantesco tronco.

Nestes momentos de aflição e angústia, rezou com fervor à Virgem Imaculada para sair vivo daquele momento. Enquanto esperava prudentemente o tempo passar, esculpiu duas imagens da Virgem Maria, uma grande para colocar na igreja de Tabotí e uma menor para sua devoção pessoal.

Durante a grande enchente do Lago Tapaicuá, em 1.603, todo o vale de Pirayú foi inundado e a força das águas arrastou tudo por onde passava. Surpresos, os habitantes da pequena aldeia e o índio escultor trataram de retirar as crianças, os velhos e os mais fracos. Depois não conseguiram salvar mais nada, nem mesmo a pequena imagem de Nossa Senhora que viram ser levada pela correnteza.

Quando as águas recuaram, eles pensaram em abandonar o local, pois as casas estavam quase destruídas. Entretanto desistiram ao constatar que a imagem da Santíssima Virgem havia, como que por milagre, voltado ao mesmo lugar.

Os habitantes reconstruíram a aldeia e começaram a propagar o culto de Nossa Senhora dos Milagres. Outro índio, carpinteiro de profissão, construiu uma pequena capela onde a imagem milagrosa foi colocada no altar, e passou a ser cultuada com o nome de Nossa Senhora dos Milagres de Caacupé.
 

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