Reunidos desde quarta-feira, em Bonito, no encontro ordinário do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, os comandantes dessas instituições decidiram encaminhar um documento ao Ministério da Justiça, cobrando a criação de uma doutrina única e uniforme das tropas de choque, diante das manifestações de rua, especialmente em movimentos como os que recentemente tomaram conta de diversas cidades do País. Hoje, por exemplo, não existem regras claras sobre o emprego ou não de balas de borracha e gás lacrimogêneo.
“Ouvimos de diversas pessoas sobre a conduta das tropas de choque durante as manifestações, então, apresentamos uma alternativa ao ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo) e à secretária (Regina Miki). Com a articulação das policias militares, construímos a proposta e queremos que seja transformada numa norma federal e que dê a capacidade de proteção não só à sociedade, mas aos policiais militares que trabalham na tropa de choque”, comentou o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e presidente do CNCG-PM/CBM, coronel Carlos Alberto David dos Santos.
Já a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, que também esteve em Bonito, disse que “com essa doutrina de emprego vamos capacitar os policiais que atuarão não só na Copa do Mundo, mas também nas manifestações daqui para frente no País. Teremos para um policial um parâmetro de atuação e, para a sociedade, a certeza de que este estará capacitado dentro de regras que atendem a necessidades da sociedade, na tranquilidade da democracia e na punição daqueles que fazem uso indevido desta democracia para ferir o estado brasileiro”.