A lei é clara: as calçadas devem manter uma faixa de 1,50 m pavimentada para o trânsito de pedestres e manter uma abertura não pavimentada de no mínimo 50% do que exceder à faixa pavimentada, para fins de drenagem, porém, o que se vê em Campo Grande são dezenas de construções e até obras abandonadas que atrapalham o fluxo de pedestres e contribuem para acidentes de trânsito.
Conforme reportagem publicada hoje pelo jornal Correio do Estado, a professora Maria de Assis Inácio, de 59 anos, que mora no Jardim Parati, geralmente caminha pela Rua da Divisão, uma das mais movimentadas do bairro, para ir a algum comércio e se depara com uma calçada bloqueada pela obra de um supermercado. Antes de conversar com a reportagem, ela precisou atravessar a via e trocar de mão para não ser atropelada. “Você viu que eu tive que passar beirando o meio-fio. Acho muito perigoso porque os carros passam em alta velocidade aqui. Antes de colocarem a tela, vi um buraco cheio de pedras e fiquei imaginando alguém passando durante a noite e, sem enxergar, levar um tombo”, disse.
A reportagem constatou pelo menos três locais em que ocorre essa situação na cidade.
De acordo com a prefeitura, é proibido interromper o trânsito de pedestres, colocando materiais de construção na calçada. Quando há denúncia, o responsável pela obra é notificado a retirar o material do local e, caso não atenda, é multado. As reclamações podem ser feitas pelo telefone da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), 156.
A matéria é assinada por Beatriz Longhini.