Reportagem na edição desta quarta-feira (11) do jornal Correio do Estado mostra que menos de três meses após ser inaugurado, o Pronto Atendimento Médico (PAM) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul enfrenta superlotação, segundo denúncia de usuários, que não conseguiram atendimento. A direção do hospital admitiu o problema informando que na madrugada de ontem, o setor de urgência com 77 vagas, operou com 54,5% acima de sua capacidade.
A situação virou motivo de revolta para quem depende do sistema de saúde pública em Campo Grande. Durante a manhã de ontem, pacientes que procuraram o local não conseguiram ser atendidos, mesmo encaminhados por unidades de saúde ou apresentando guias de internação previamente agendadas.
A justificativa repassada pelos atendentes é que ora não havia vagas disponíveis, ora a reserva de vagas não havia sido feita pela central de regulação.
Após 40 minutos de espera, a paciente Rejane Silva Arguelho, de 27 anos, desistiu de permanecer no PAM ontem de manhã, mesmo passando mal e com fortes dores no abdome, indo com familiares em busca de outro local para ser atendida.
A jovem foi ao local às 11h, com encaminhamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, mas foi informada que não havia nenhuma vaga reservada para ela por parte do Samu (responsável pela regulação de vagas no município de Campo Grande). A reportagem é de Daniella Arruda.