Três promotores de Justiça unem força para pedirem à Justiça o afastamento do cargo do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), e do secretário municipal de Planejamento, Finanças e Controle, Wanderley Ben Hur da Silva, por provocar prejuízo de mais de R$ 110 milhões aos cofres públicos. Ação civil pública por ato de improbidade administrativa, assinada pelos promotores Fabrício Proença de Azambuja, Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha e Henrique Francisco Cândia, aponta a irregularidade nos gastos orçamentários sem autorização legislativa, segundo reportagem na edição desta sexta-feira (13) do jornal Correio do Estado.
Os promotores alertaram que a permanência de Bernal e Wanderley no cargo é temerária, porque “poderão continuar praticando os atos de improbidade administrativa relatados na inicial (ação), podendo, assim, ocasionar danos irreparáveis ou de difíceis reparações em detrimento à coletividade municipal”.
Eles pediram ainda ao juiz Amaury Kuklinski, 1ª Vara de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, a condenação de Bernal e Ben Hur, fundamentado na Lei da Improbidade Administrativa, para ressarcirem integralmente pelo dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, bem como a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos.
Segundo a reportagem de Adilson Trindade, o Ministério Público Estadual se baseou no relatório preparado pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, parecer do Tribunal de Contas do Estado e de estudo feito pelo Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução (Daex) da Procuradoria-Geral de Justiça. Em todos os relatórios contábeis, indicam atos ilegais e irregulares do prefeito e do secretário de Planejamento no remanejamento de recursos orçamentários.