Uma médica que atua em várias Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Campo Grande procurou a polícia nesta manhã para denunciar a falsificação de atestado médico feito em seu nome.
Conforme o boletim de ocorrência, a profissional relata ter sido procurada pelo setor de Recursos Humandos da empresa Brasil Telecon para saber a situação de uma funcionária, que havia apresentado vários atestados médicos no local.
Em busca nos registros, a médica constatou que a funcionária não era sua paciente e que o carimbo e assinatura contidos no atestado eram falsos. Diante disso, registrou o caso na Polícia Civil.
Na semana passada, comerciantes se reuniram com o secretário de saúde do município para sanar dúvidas sobre critérios que levam os médicos a liberarem atestados.
Segundo levantamento do Conselho Comunitário de Segurança da Região Central, do dia 1º ao dia 10 de dezembro, das 100 empresas pesquisadas 32 receberam atestados. Uma delas chegou a receber 18 de um único funcionário, nos últimos três meses.
O Secretário levantou a possibilidade de existência de atestados forjados pos trabalhadores e supostos médicos. “É um crime, um ato ilícito. É importante averiguar os documentos para ter certeza se é verdadeiro. Mas temos várias sindicâncias abertas na secretaria para apurar o fato”, disse Ivandro. Para evitar o problema, uma das propostas da ACICG é que a secretaria promova uma campanha alertando os funcionários do perigo de falsificar o documento.