A identificação de cinco, das 11 pessoas que morreram carbonizadas em acidente ocorrido anteontem, em Nova Andradina, deverá ser concluída, apenas, daqui a dois meses. Os restos mortais chegaram ontem no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), em Campo Grande, para exames de DNA. Oito vítimas foram resgatadas e três continuam desaparecidas em meio aos destroços. Peritos ainda trabalham para localizá-las, mas há suspeita de que tenham sido incineradas.A reportagem está na edição de hoje (19) do jornal Correio do Estado.
De acordo com o coordenador-geral do Imol, Nelson Fermino Júnior, o longo prazo estimado para identificação se deve às condições que os corpos ficaram. “Estimamos no mínimo dois meses. Como os exames serão feitos com os ossos da vítima o processo é complicado. Exames em ossos, em condições normais, duram pelo menos um mês, imagine esses que passaram por grande nível de aquecimento. A dificuldade no trabalho é bem maior. Dependendo dos resultados são necessárias várias extrações de amostras e isso leva tempo”, esclareceu. A reportagem é de Laura Holsback e Lucia Morel.