O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou embaixadores que atuam no país de estarem envolvidos em "ações provocativas" ligadas a suspeitas de corrupção nas quais 24 pessoas, incluindo filhos de ministros, foram acusadas.
"Nesses últimos dias, muito estranhamente, embaixadores se envolveram em algumas ações provocativas. Nós não temos de mantê-los em nosso país", disse Erdogan, em um pronunciamento na cidade de Samsun, próxima ao Mar Negro, sem especificar nomes.
A embaixada americana na Turquia negou ter qualquer contato com a investigação.
Ontem, a polícia turca removeu 14 chefes de unidades policiais de seus cargos em meio a uma investigação em curso sobre as denúncias de corrupção e suborno no governo.
A operação anticorrupção levou à detenção de homens de negócios próximos a Erdogan, bem como filhos de três de seus ministros.
O chefe de polícia de Istambul havia sido demitido na quinta-feira, assim como mais de dez de outros chefes de unidades policiais.
Erdogan classificou a operação como "suja" e disse que a investigação visa minar seu governo islamita moderado, no poder desde 2002.