Nos últimos três anos, 850 árvores tiveram que ser removidas pelo Corpo de Bombeiros em Campo Grande, seja porque já haviam caído ou por medida de segurança, devido ao risco de queda. Conforme matéria publicada na edição de hoje (16) do jornal Correio do Estado, de 1º de janeiro de 2012 até 7 de março deste ano, conforme estatísticas do sistema Sigo, o Corpo de Bombeiros atendeu 1.103 ocorrências de corte de árvores na Capital, 38% delas por causa de queda sobre vias públicas, edificações e veículos. Já em 39% dos casos, os militares removeram árvores sob risco de cair antes que causassem estrago.
Enquanto no ano passado a demanda por corte de árvores representou 488 atendimentos, em 2012 foram 515 ocorrências, conforme os números cedidos pelo Corpo de Bombeiros. Se depender do cenário apresentado pelo diagnóstico do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), esse tipo de atendimento prestado pela corporação na Capital deve tornar-se cada vez mais frequente.
Em levantamento apresentado em 2011, apontou-se que das 153 mil árvores plantadas na zona urbana do município, 15 mil estavam condenadas e outras 15,2 mil apresentavam risco de queda. Some-se a isso os fatores climáticos (chuva e vento), as características de algumas espécies, mais vulneráveis a queda, e a idade avançada de boa parte da massa arbórea e está estabelecido o cenário de risco que ninguém quer ver confirmado: mais e mais árvores literalmente tombando em praça pública. A reportagem é de Daniella Arruda.