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Sustentabilidade

Bonito busca solução para proteger suas águas

Bonito busca solução para proteger suas águas

Redação

22/03/2014 - 14h00
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O mundo pode estar se aproximando de uma ‘crise da água’. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2013, cerca de 770 milhões de pessoas no mundo já não possuíam acesso a uma fonte de água potável. Se essa tendência de escassez continuar, fruto do mau uso dos recursos naturais, estima-se que o problema possa atingir três bilhões de pessoas, já em 2015. Em diversas partes do Brasil, o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) tem sido utilizado para estimular a conservação de ambientes naturais, fundamentais para a produção de água – o que é mais barato e mais saudável do que o tratamento pós-poluição.

A estratégia premia financeiramente proprietários que protegem áreas de mata nativa em suas propriedades e adotam boas práticas de uso e conservação do solo, nas áreas destinadas à produção agropecuária. Proprietários das chamadas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) também são beneficiados. Em Bonito (MS), o PSA está sendo implantando pela organização não governamental sul-mato-grossense Fundação Neotrópica do Brasil. Será usada a metodologia de valoração ambiental do Oásis, uma das iniciativas de PSA pioneiras do Brasil, que protege mais de 700 nascentes em todo o País e é realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

O ‘Oásis Bonito – Produtores de Biodiversidade’ tem como objetivo contribuir para a manutenção da qualidade ambiental, que, atualmente, é a base para a atividade de turismo no município. Com a maior parte de suas atrações relacionadas à água, a cidade recebeu, em 2013, mais de 240 mil turistas, de acordo com dados da prefeitura de Bonito. O PSA irá retribuir o esforço dos proprietários rurais da bacia hidrográfica do Rio Formoso, que contribuem para a conservação dos recursos naturais.  

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