Aline Sinnott, da Delegacia Especializada em Atendimento à Infância e a Juventude (Deaij), disse que o laudo do exame de corpo de delito feito no garoto de 10 anos confirma que durante dois anos ele foi vítima de estupro.
A delegada não divulgou detalhes do resultado do exame para não expor a criança, que será submetida a tratamento psicológico.
A responsável pelo caso explicou que as lesões encontradas no corpo do garoto são condizentes com o que a criança relata.
Caso
Três alunos da Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, que fica no Bairro Estrela Dalva 2, em Campo Grande, foram levados ontem (10) para a Deai), suspeitos de estuprar um menino de 10 anos. O crime acontecia no banheiro da escola.
A delegada Aline Sinnott, contou que os menores que estupravam o menino de 10 anos têm 13, 14 e 16 anos. A criança contou que o fatos começaram há dois anos e que ela não contou porque sofria ameaças.
O caso veio a tona depois que o menino passou a reclamar de dores e coceiras. A mãe levou o filho a um posto de saúde, ocasião em que o médico constatou uma fissura nas partes íntimas da vítima.
A mãe da criança esteve na escola ontem para reclamar com a diretora. Outros pais tiveram conhecimento do fato e provocaram um princípio de tumulto no local.
A delegada Aline Sinnott explicou que já pediu a apreensão dos menores e aguarda a decisão da Justiça porque não teve flagrante neste caso.
Estupro
O menino relatou à mãe e à polícia que os autores esperavam ele ir ao banheiro e então o surpreendiam. Enquanto um segurava a vítima e tampava sua boca, o outro vigiava a porta e o terceiro praticava o crime.